Hoje eu mal consigo ficar em pé.
Vim passando por cima dos rios meio atordoada. Confesso que acabei descobrindo que em minhas mãos não existiam nada de muito completo, o que me causou um reboliço mental estrondoso. Estou mais teimosa com meus presentimentos do que nunca. Minhas maçãs não me esperavam na geladeira, minhas uvas não estavam compradas, minha cama nem sequer estava forrada. Fui procurando outras explicações, já conformada com as frustações anteriores, mas com a certeza de que tudo estava perfeitamente normal. Cheguei no lugar mais longe q minhas pernas conseguiram me levar. E minhas aflições se confirmaram: eu também não sou completa, minha casa foi assaltada, minha alma foi roubada.
Besteira: eu só não tenho NADA.
NADA.
Acho que é no silêncio que a música que faz, na bagunça que a casa se contrói e no vazio que as coisas se dão. Instabilidade é fluxo, é devir, é tempo, é vida!
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