Haikai do entardecer

O dia termina,
minha alegria começa,
irei sonhar.

A Luz No Fim Do Túnel!

A luz no fim do túnel
Ando olhando para frente, encarando a luz no fim do túnel. No entanto, as vezes, o clarão das possibilidades me cega, e quando isto acontece, viro-me, sento e fico a olhar para trás, começo a lembrar cenas de um passado que me dá saudades, aquelas férias onde a única preocupação era saber que horas iria jogar futebol ou qual jogo novo tinha na locadora de video-game, e as viagens de ônibus, sonhava o dia em que teria altura o bastante para dar o sinal, sem falar no dia das crianças, aniversário, natal e os diversos presentes que ganhava nesta época. Bons tempos aqueles! O melhor de tudo, é saber que cada uma destas lembranças estão muito bem pintadas nas paredes do percurso que fiz para chegar até aqui.
É, acho que minha visão começou a desembaçar, posso então voltar a caminhar...

A felicidade bateu em minha porta.

A felicidade bateu em minha porta. Eu já sabia de sua vinda, sempre me falaram que mais cedo ou mais tarde ela apareceria. Abri a porta com a maior segurança possível, demonstrando que tudo estava arrumado aguardando sua chegada.
Então ela entrou, olhou ao redor e sentou-se no chão, juro que estranhei, tinha reservado a melhor e mais acolchoada cadeira que tinha para ela, logo após pediu um copo com água. Aí foi que não entendi mais nada, tinha comprado os melhores champagne, sim, aqueles das mais puras uvas francesas, no entanto, ela só queria água.
Depois de servi-la, parei e fiquei sentado a esperar o que ela tinha a falar, mas nem um piu saiu da boca dela. Simplesmente fiquei sem reação. E enquanto tentava entender alguma coisa, ela se levantou e foi embora.
Fiquei triste por muitos dias, sem entender porque a felicidade tinha me abandonado tão rápido, logo eu que a esperava por tanto tempo. E esta tristeza durou, até o dia que chegou uma carta em minha casa, que dizia:

Muito obrigado pela recepção, no entanto não poderia ficar, somos muito diferentes, não que você seja ruim, mas somos diferentes, gosto das coisas simples, de ver meu reflexo em um copo com água, outra coisa, prefiro sentir, a falar, pois sentir me parece mais verdadeiro, e é neste ponto que não combinaríamos. Naquele momento, você não esperava a mim, você estava confuso. Minha chegada só lhe trouxe tristezas, tu eras mais feliz a minha espera. Lembra daqueles momentos em que você sonhava comigo e sorria para todos? Tente viver aqueles momentos, pois se você conseguir, você não precisará me esperar, você será eu!

As partes que não formaram um todo!

Parece besteira o que vou falar, mas um dia percebi que a beleza é bela, bela por ser simples, bela por ser ela. Mas este não é o foco, o foco são as partes, as partes, que por serem partes formam um todo.
Um dia, conversando com um amigo, ele me disse que somos um conjunto de agregados que absorvemos através da relação com o mundo, bonito isto, não é? Eu tenho um pouco de você em mim.
E sobre o amor, aquele sentimento que muitos dizem que é eterno, sou mais Vinícius com o seu, que seja infinito enquanto dure. Já sobre a vida, saudo Veríssimo, já que embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive já morreu.
E assim, sem palavras, não deixo de perguntar cadê teu suin-? Pois mesmo abaçaiado, portando meu maracatu atômico, continuo a ser o palhaço do circo sem futuro.
Caramba, fragmentei-me em tantas partes neste texto, que acho que nem forma um todo, mas espero que quando colocado na balança, valha a pena!!!

P.S.: Este texto nasceu graças a um texto do blog Labirintos e Desencantos que comentei, vi que o comentário poderia virar post!

Chamada Recursiva!

Hoje chamei-me para a vida e meu chamado ecoou. Os ecos que foram criados espalharam-se, e o mais engraçado, é que não cansaram de chamar-me, aquele grito que era um, virou dois, e daqueles dois eu já escutava quatro. Até que parei, ..., e percebi, que eu que me achava único, sou vários!

Ideias acentuadas!

- Tenho uma idéia!
- Ei, ideia não é acentuada.
- E de quem é a idéia?
- A ideia é sua, mas a acentuação já não é mais dela.
- Então você está dizendo que minha idéia não é acentuada.
- Não é só sua ideia, são todas as ideias, até as de Portugal.
- Caramba, e agora o que serão das idéias do mundo, já que não podemos mais enfatizá-las, salientá-las, realçá-las, acentuá-las!

Invocativos e opostos!

Agora tento escrever algo, só que não sai nada, nada que eu me orgulhe de escrever, as ideias são boas, mas as palavras não se encaixam, acho que brigaram antes de saírem de mim e não querem fazer pares para dançar a valsa dos parágrafos e cantarolar os significados que carregam em suas letras.
Quando a música começa e tudo parece dar certo, lembram-se das mágoas e nada mais vai para frente, o texto pára, vírgulas e pontos tentam separá-las para que o estrago não seja maior. Nunca vi adjuntos tão longes, orações coordenadas tão desajeitadas. Olha, vou parar por aqui, senão nem este texto irá sobrar.
Espero que amanhã as palavras se entendam e rezem juntas suas orações!

O Improviso

E ao esquecer o que direi
é que me torno eu,
na arte do improviso
revelo quem eu sou.

Não sou repentista,
nem tão pouco poeta,
rimas poucas e palavras murchas
me compõe de forma bela.

... Mas o que iria falar?
Acho que esqueci.
E quem sou mesmo, xii?

Terei que improvisar? Não sei!
Quem sabe criar? Talvez!
Então vem cá? Larei!

Me Permitir Não Reclamar!

Como posso me enraivecer com os meus sonhos, são as coisas que mais desejo alcançar. Bom seria se fossem fáceis, assim como pedir uma pizza. Já pensou um disque-sonho? Faria o maior sucesso.
É uma pena que não exista serviço assim. Ainda tenho que suar bastante para atingí-los, passar por várias provações, pisar em vários espinhos e, depois de tudo isto, desenterrar o tesouro, que é a grande recompensa que procuro.
É por isso que vou me permitir não reclamar mais da vida, afinal cada um faz suas próprias escolhas.

Primeiras Considerações de um Novo Ano.

Um dos dias mais belos que acho é primeiro de janeiro, dia das promessas, dos sonhos, dos sorrisos, lembra-me até conto de fadas, onde a vida sofrida e dolorosa dá espaço ao baile, à alegria ilimitada.
Como bom conto de fadas que é, possui momentos de desencanto, de desesperança, quando o relógio soa suas doze badaladas e o encanto se desfaz, tudo que foi prometido, imaginado, sonhado, parece que é esquecido, a magia se dilui, o bem vindo ao segundo dia do ano não tem o mesmo impacto.
É neste ponto em que a história realmente começa, a superação em busca da felicidade se inicia, atravessar pântanos sombrios, vilas aconchegantes e outros terrenos são necessários. Já pensou o que aconteceria se o príncipe desistisse de Cinderela ou se Bela não fosse ao encontro da Fera?
Por isso sugiro que reacendamos os sonhos, não se entregando á monotonia do viver, indo em busca dos nossos desejos, pois só assim teremos um final feliz como toda boa história.

Feliz Ano Novo!